Archive for Agosto, 2015

Moda…

… para câmaras!

Olá, olá!

Hoje em dia, está muito em voga o “blog de moda”. E como eu sou rapariga e não tenho um desses (mas tenho este) vou falar de moda para câmaras! Não sei se o termo já existe ou se estou a inventar (ou reinventar) alguma coisa, mas vamos a isso! (Podem ficar, senhores! Também dá para vocês.)

Normalmente, quando uma pessoa compra uma câmara, o equipamento vem sempre com uma correia para prendermos no pulso, no caso das compactas, ou para pôr ao pescoço, no caso das bridge ou das DSLR. Essas correias, das marcas, costumam ter uma cor neutra (geralmente preto), mas há à venda correias completamente diferentes, com padrões, que pessoas como eu, que gostam de ser diferentes (ou do contra) podem comprar. Pessoalmente, adoro o Ebay para este tipo de coisas, confesso que não resisto!

Começando pelas compactas, eis alguns exemplos:

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No que diz respeito às bridge e às DSLR, vou dividir em dois grupos: as correias de mão e as correias de pescoço. Sinceramente, não sei se há algum nome mais técnico em português para isto mas, se quiserem fazer uma pesquisa em inglês, encontram por “hand grip” e “neck shoulder strap”.

As primeiras são as minhas favoritas! Desde que comecei a fotografar mais a sério, nunca fui muito fã de pôr a câmara ao pescoço, não me dava jeito nenhum. Mas achava que tinha de ter ali uma segurança qualquer. Por isso, andava com ela ao ombro e, desastrada como sou, andava sempre a bater com a câmera em todo o lado… Até que descobri as “hand grips”:

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Perfeitas, perfeitas! Ficam presas à mão, ando com a câmara assim para todo o lado e não bato com ela em lado nenhum! (Quer dizer…) Eu tenho uma (ou duas) igual à que está na imagem do meio mas, quando andei à procura de imagens para este artigo, encontrei aquelas primeiras que ainda não tinha visto… Acho que vou encomendar uma delas brevemente!

E agora as mais usuais, as correias de pôr ao pescoço. Em grandes eventos, com muita confusão, ou mesmo em viagem, quando andamos de um lado para o outro a fotografar tudo o que aparece à frente, acho que dá mais segurança termos a câmara ao pescoço. Mas, nestes casos, não queria andar com a minha correia monótona da Canon, por isso fui à procura de alternativas e encontrei uma grande variedade! Deixo-vos alguns exemplos:

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Como vêem, há para todos os gostos, mais femininas ou mais masculinas! Todas as imagens deste artigo foram tiradas do Ebay, onde eu costumo comprar este tipo de coisas, mas já vi outros sites que também vendem. Outra alternativa, é criarem as vossas próprias correias! A partir de cintos, de alças de malas,… Já vi uns quantos e também ficam muito bem! Só têm de ter atenção à estabilidade do material que usam para fazer a correia, para a câmara não correr o risco de ir parar ao meio do chão…

É tudo por hoje! Gostaram da minha aula de moda? Acho que tenho futuro como bloguer (ou então não…) 🙂

Catarina*

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Fotografia Estenopeica

Feliz Dia Mundial da Fotografia!! 😀

Ou, neste caso, espero que tenha sido, uma vez que já é noite… E como o prometido é devido, aqui vai uma publicação sobre a fotografia estenopeica ou pinhole (by the way, o Dia Mundial da Fotografia Estenopeica é dia 29 de Abril… mas ainda falta muito!).

Vamos contextualizar: A Fotografia Estenopeica remete aos primórdios da Fotografia e ao conceito de câmera escura, tornando possível a formação de uma imagem sem a utilização de uma lente, recorrendo apenas a um objecto estanque à luz, com um pequeno orifício que permita a sua entrada.

A câmera escura foi a primeira grande descoberta para o progresso da fotografia, sendo o seu conhecimento óptico atribuído a diversos nomes, como por exemplo ao filósofo grego Aristóteles. No século XIV já se aconselhava o seu uso como auxílio ao desenho e à pintura, utilizando um quarto ou uma caixa estanque à luz, com um orifício de um lado e a parede à sua frente pintada de branco. O que fosse colocado diante do orifício, do lado de fora do compartimento, tinha a sua imagem projectada, de forma invertida, sobre a parede. Com o tempo, foram desenvolvidas lentes, na tentativa de melhorar a imagem.

Mas não vou desenvolver muito a história, quem tiver curiosidade pode facilmente pesquisar e eu queria mesmo falar-vos era do processo 🙂 Deixo-vos apenas um excerto do filme “Rapariga com brinco de pérola”, para ficarem com uma ideia do que é a câmera escura e do seu uso na pintura. No fundo, uma câmera estenopeica é o que podem ver aqui, só que não conseguimos ver a imagem reproduzida (só na revelação, o que torna tudo muito mais interessante… e por vezes stressante ou mesmo frustante, mas passando à frente).

A câmera: A câmera estenopeica (ou pinhole, do inglês pin-hole, que significa “buraco de alfinete”) é uma câmera fotográfica sem lente. Consiste basicamente numa caixa com um furo num dos lados e um bocado de filme ou papel fotográfico no lado oposto (percebem agora a questão da caixa de sapatos ou bolachas que eu falei na última publicação?). Estas câmeras implicam, desta forma, um maior tempo de exposição do que as câmeras convencionais, que vai depender do diâmetro do furo e da luz do local. O diâmetro do furo também terá efeitos na profundidade de campo (tal como acontece em qualquer câmera, com o diafragma).

Os resultados vão depender do tipo de câmera. Se usarmos, por exemplo, uma caixa de bolachas redonda (daquelas de manteiga, super viciantes) podemos produzir fotografias panorâmicas. Usando a mesma caixa, mas fazendo dois furos, que captam 2 direcções diferentes, conseguimos imagens sobrepostas. Ou se não houver apenas uma parede, mas várias que projectem a luz para a parede onde se encontra o papel sensível (imaginem, por exemplo, uma pirâmide), faz o mesmo efeito. Importante: Pintar sempre o interior da caixa de preto para garantir que não há reflexos e que a única luz projectada é a que passa pelo orifício. Deixo-vos dois exemplos de câmeras que fiz há uns tempos, a partir das caixas de bolachas:

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Processo de revelação: É, na verdade, bastante simples de ser feito em casa, basta termos os instrumentos necessários. Em primeiro lugar, é essencial que a divisão onde é feita a revelação esteja completamente às escuras. Qualquer ponto luminoso pode interferir, por isso há que ter o cuidado de tapar todas as frechas de portas, janelas e afins. Para iluminar o espaço sem estragarmos as imagens, há uma luz vermelha, própria para o processo, que se compra em lojas de fotografia.

Precisamos de três químicos, pelos quais as fotografias deverão passar por esta ordem: revelador, banho de paragem e fixador. Os químicos são diluídos em água, estando as dosagens e o tempo que o papel deve permanecer presentes nas embalagens. Para passarmos as fotografias de um recipiente para o outro, usamos pinças (nada de ir lá com as mãozinhas) e tem de haver uma pinça por fase, para os líquidos não se misturarem. No final do processo, as fotografias são lavadas com água corrente, para eliminar os químicos e evitar manchas. Depois, basta pô-las a secar! Eu costumo pendurar cordas pela casa e prendê-las com molas. Fica engraçado… A não ser que entretanto cheguem visitas. Nesse caso, a maior parte das pessoas vai pensar que vocês são malucos (falo por experiência própria). Mas se pensarem bem, as pessoas pensam que vocês são malucos logo a partir do momento em que estão na rua a fotografar com caixas… Por isso, who cares, não é verdade? 🙂

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Para finalizar, a fotografia que resulta deste processo é um negativo, ou seja, a parte queimada do papel (a parte da imagem que reflectiu mais luz) ficará mais escura que a parte que reflectiu menos luz. Para se conseguir o inverso, o chamado positivo, basta usar papel sensível contra fotografia, em cima de uma superfície plana, com um vidro por cima para decalcar  e iluminar com uma fonte de luz (eu costumo dar uma “flashada” com uma câmera digital). E, por fim, repete-se o processo de revelação. Et voilá! Temos o positivo que é, nada mais, que uma fotografia a preto e branco.

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E é basicamente isto… As fotografias desta publicação foram feitas há uns anos para um trabalho da faculdade, onde explicava mesmo o processo e detalhadamente, com muito mais experiências. Mas acho que deu para perceber, certo? 🙂

Espero que tenham tido um bom Dia Mundial da Fotografia e espero ter esclarecido minimamente o processo (já que não vão poder ir ao meu workshop…) para poderem experimentar em casa. Juntem um grupinho porreiro e experimentem, que fazer isto sozinhos não tem tanta piada!

Catarina*

 

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Conversas na Rua (e mais algumas coisas)

Alô!

Na minha última publicação partilhei convosco uma plataforma online ligada ao graffiti da cidade da Amadora e disse-vos que este projecto não ia ficar por aqui, certo? Hoje desvendo aqui o evento em questão, com poster e cartaz e tudo aquilo a que vocês têm direito! 🙂

ConversasNaRuas_Poster

Txarannn! Conversas na Rua vai estar inserido nas festas da Amadora 2015, que acontecem de 11 a 13 de Setembro e vai contar com workshops, exibição de curtas metragens, graffiti, entre outras coisas, que podem verificar no cartaz:

Uma das coisas giras que vão acontecer é exactamente o penúltimo ponto do cartaz (…momento para averiguarem…). Sim, é o meu nome 🙂 sim, vou dar um workshop 🙂 sim, estou bastante ansiosa 🙂 e não, não se podem inscrever (eu sei que vocês queriam muito…). A não ser que façam parte da Casa Roque Gameiro ou de alguma associação ou centro de dia locais. Isto porque o meu workshop, bem como o que está antes do meu, é dirigido a avós e netos dessas instituições.

Como podem ler no cartaz, vai ser uma “introdução à fotografia estenopeica”, que eu acredito que muitas pessoas não saibam o que é, mas há-de surgir aqui uma publicação para a semana a falar sobre o assunto (quando? Dia 19. Porquê? Porque é Dia Mundial da Fotografia! Eu penso em tudo…). Só para resumir e antes de irem à Wikipedia, digo apenas que é fotografar com caixinhas. Sim, caixinhas… De sapatos, de bolachas, de madeira, do que eu quiser 🙂 basicamente qualquer caixa que consiga ficar completamente estanque à luz. É um regresso aos primórdios (e assim ninguém pode dizer que as fotografias são boas porque a pessoa tem uma “ganda máquina”… Got it?)

Mas agora, voltando ao evento, site e redes sociais, para poderem ficar atentos a tudo o que se vai passar:

Site: https://conversasnarua.wordpress.com

Facebook: (é o do Município da Amadora) https://www.facebook.com/municipioamadora

Twitter: https://twitter.com/conversasnarua

Instagram: https://instagram.com/conversasnarua

Não deixem de aparecer, vai valer a pena!! 🙂
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E agora o “mais algumas coisas”… Mais uma vez, eu sei que não tenho vindo aqui. Também sei que na última publicação disse exactamente o mesmo e que ia mudar. Pois, não aconteceu…

Tenho fotografado? Tenho. Mas para a ESCS. Eventos e tudo o que carece de divulgação, eu tenho tratado da parte fotográfica, mas não publico no blogue primeiro porque estou a trabalhar em nome da Escola e segundo porque a maior parte das coisas não se enquadra aqui.

Por isso, vou puxar a brasa à sardinha escsiana e dizer-vos que podem seguir a ESCS no Facebook, no Twitter e daqui a um tempinho, quiçá em mais algumas redes sociais, para verem o que nós vamos fazendo, em todas as vertentes, e inclusivamente os eventos da Escola, que nem sempre são exclusivos para os alunos.

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E é tudo por hoje, que a conversa já vai longa 🙂

De hoje a uma semana, cá nos encontramos para a publicação especial Dia Mundial da Fotografia dedicada à Fotografia Estenopeica.

Boas fotografias!

Catarina*

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